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Fundamentos da Escola Dárcio Lira de Jiu Jitsu

1º PILAR – RESPEITO ÀS TRADIÇÕES

  1. PRESERVAÇÃO DO CONCEITO TRANSCENDENTE DE ARTE MARCIAL: não cedemos à tendência moderna de ensinar Arte Marcial como um simples esporte de luta; para nós Arte Marcial é algo muito mais profundo; é um Caminho espiritual. Por isso ao invés de deixarmos de lado (como a regra geral tem feito), nos esforçamos por preservar e resgatar inúmeros costumes e conceitos filosóficos transcendentes dessa tradição cultural milenar.
  2. PRESERVAÇÃO DO REIHO: buscamos preservar o ritualismo comportamental e os simbolismos dos Dojo orientais tradicionais. Além disso, enfatizamos a prática do Reiho também fora da Escola, como símbolo de identificação entre os membros e também de incorporamento dos ensinos da nossa Escola no dia-a-dia.

2º PILAR – TÉCNICO

  1. TREINAMENTO COMPLETO: objetivamos dar ao aluno um conhecimento global de luta corpo-a-corpo (conforme as raízes históricas das antigas linhagens de Jiu Jitsu), por isso damos bastante ênfase ao moderno treinamento de solo que foi aprimorado no Brasil, mas sem esquecermos das quedas, defesa pessoal, golpes traumáticos, luta sem kimono e técnicas de ryu (estilos/escolas) antigos.
  2. DINÂMICA DE TREINOS: temos um programa técnico escalonado por faixas, mas diferente de algumas Escolas tradicionais de Artes Marciais, não limitamos o treinamento dos alunos somente a esse programa específico de sua graduação momentânea e nem restringimos a forma como as técnicas são passadas a uma única maneira. Do mesmo modo, embora exista uma tendência ortodoxa para a didática de aulas, deixamos nossos Professores livres para variarem e inovarem através de sua criatividade. Além disso, nos mantemos abertos e estudiosos a novos aprendizados, procurando acompanhar as evoluções técnicas da modernidade em termos de eficiência de combate.

3º PILAR – FILOSÓFICO

  1. BUSHIDO: enfatizamos a necessidade de cada estudante construir uma ética pessoal e temos no estudo da cultura Samurai (mais especificamente do Bushido) uma referência comportamental nobre para dentro e fora do tatame.
  2. LIGAÇÃO COM A ESPIRITUALIDADE: seguindo a tradição teísta do Budô, estimulamos através de constantes palestras e exercícios de reflexão filosófica, o despertar para a busca de um contato mais profundo com a própria Alma e com Deus; assim também como uma abertura de percepção/sensibilidade para os mistérios da existência.
  3. COMPROMISSO COM O BEM: incentivamos o desenvolvimento do senso de responsabilidade social como uma missão prioritária. Acreditamos que poder servir ao Bem é um privilégio. Assim, procuramos exercitar isso constantemente através de ações solidárias de cunho ambiental e humanitário.
  4. SENTIMENTO DE CLÃ: é a ideia de uma Irmandade extremamente leal, que empenha-se pela união acima de tudo e que possui um vínculo de extrema solidariedade e comprometido entre seus membros. É a ideia de que a Escola deve ser nossa segunda família, por isso todos devem se respeitar e se tratar com cordialidade; não há lugar para rixas, picuinhas, panelinhas, ou mesmo descomprometimento.  O amor pela vivência dos mesmos ideais é a chave desse vínculo. Por todos esses anos dedicados a construir essa metodologia diferenciada, temos conseguido transformar tal teoria em pratica.

CONCLUSÃO

Esses fundamentos estão presentes na visão filosófica do Mestre Dárcio Lira DESDE O REINÍCIO da Escola em 1996, quando tais princípios comportamentais e filosóficos eram totalmente alienígenas ao meio das academias de BJJ (Brazilian Jiu Jitsu) da época. Ou seja, isso não é novidade e muito menos modinha em nosso meio; essa sempre foi a Linhagem preconizada pelo Mestre Dárcio, mesmo quando era unânime o descrédito dado a cultura Oriental pelas grandes equipes de BJJ.

A originalidade de nossa proposta e ideias é explícita**, bastando apenas uma pequena pesquisa imparcial para comprovar que o que pregamos hoje, sempre estivemos a fazer com PIONEIRISMO e convicção, e não somente depois que “virou moda” falar em educação, organização ou filosofia no meio do Jiu Jitsu brasileiro. Sempre fomos contra o espírito “pittboy” e contra o desdém para com as Tradições, diferente de muitos que só passaram a disfarçar tal comportamento depois que a mídia e a opinião pública passou a cair em cima e pressionar por uma mudança de conduta.

Em função dessa originalidade e criatividade, por vezes já tivemos a surpresa de ver nossos textos, estilo de linguagem e até gírias sendo copiados integralmente, substituindo-se ou omitido apenas os nomes dos autores das ideias, o que por si só já demonstra um absurdo mau-caratismo.  Inspirar-se em referencias é ótimo, é natural e não constitui qualquer problema (nós mesmo nos inspiramos nos Grandes Mestres e Sábios do passado), no entanto, omitir DELIBERADAMENTE a fonte de onde se retira a inspiração é indigno, medíocre e sujo. Pior ainda quando, além disso, tenta-se distorcer os fatos, definindo-se como o autor/criador a si mesmo e tentando jogar lama desnecessariamente na história de quem o fez de fato. Da mesma forma, já assistimos surpresos entrevistas de certos “mestres” dando discursos que lhes pareciam decorados, pois em nada se assemelhavam ao seu histórico de conduta ou pensamento expresso no cotidiano, visto por quem os conhece in loco.

E foi por conta disso que por muito tempo dosamos a divulgação de certos textos ou atividades da EDLJJT, para tentar evitar que charlatões aproveitadores usassem de tais conhecimentos/textos para fazerem-se passar por sábios e equilibrados “mestres” em entrevistas jornalísticas ou matérias de website, para enganar leigos e pessoas de boa-fé através dos "bonitos argumentos" que "aprenderam" copiando de nós. No entanto, decidimos que não adianta fugir da realidade, a única saída é as pessoas aprenderem a analisar racional e intuitivamente o que se é de verdade e o que apenas parece ser; até porque é bem fácil: basta observar a conduta desses “mestres” e de seus “discípulos” (principalmente fora dos tatames), para facilmente percebermos a ilegitimidade e contradição do que professam na teoria para o que realmente vivem na prática.

Contudo, exceções sempre existiram e continuarão a existir em todos os meios; e para esses que não sentem qualquer dificuldade em reconhecer a qualidade do trabalho que professamos e a influência positiva que a visão transcendente do Mestre Dárcio trouxe para o ambiente das academias de JJ do Brasil, estendemos nossos braços para ajudar no que for preciso, inclusive ficando aberto também o convite a filiação, ou no mínimo a uma amizade mais íntima e vinculada.

E fica o conselho: não acreditem APENAS no que leem (nem nesse texto escrito por nós), assistem ou escutam falar, antes, busquem CONHECER DE PERTO e ANALISAR fria e pacientemente a história e sinceridade do Professor e da Academia onde se pretende iniciar. Boa sorte!

Comissão Editorial.

P.S. - Em exemplo da falada "mudança" por modismo, podemos citar entre tantos outros, o caso do tradicional gesto marcial do “ôss” acompanhado da inclinação de tronco, que desde o início foi adotado pelo Mestre Dárcio. Tal gesto de cumprimento embora universalmente praticado nas Artes Marciais do Oriente, sempre foi motivo de chacota entre os lutadores de Jiu Jitsu do Brasil. Hoje, 15 anos depois (data de 06/2011), por causa do programa televisivo Sensei Sportv, o “ôss” virou moda, muito embora bem poucos saibam realmente dissertar sobre o significado simbólico, histórico e filosófico desse cumprimento marcial.

Como o caso acima, é relativamente fácil analisar inúmeros outros: é só pesquisar se tais costumes, normas, linguagem etc. fazia parte do cotidiano da pessoa/academia pesquisada antes do ano de 1996 (ano de fundação da EDLJJT). Se não fazia, é praticamente sem dúvida que a evolução teve influencia direta ou indireta do Trabalho de resgate cultural iniciado pelo Mestre Dárcio.

Comissão editorial